Festival Sons na Areia regressa a 2 e 3 de agosto de 2019

07-08-2018
Festival Sons na Areia regressa a 2 e 3 de agosto de 2019
Talvez seja difícil descrever o que aconteceu nos dias 3 e 4 de agosto na Praia da Areia Branca, mas vamos tentar…

A ideia de criar um festival de música na praia ganhou forma, montou-se o palco, e convidaram-se quatro bandas, que em nada tinham a ver, à partida.

No primeiro dia, o rock emergente, moderno e feminista das Anarchicks, juntou-se ao lado “old school” dos Peste & Sida, um grupo de quatro icónicos, que já emergiu o que tinha a emergir. Tudo fazia prever que a noite começasse de uma forma e terminasse de outra, completamente distinta. Mas não…

As Anarchicks abriram com tudo a primeira edição do Sons na Areia. Enérgicas, tocaram o último EP “Vive La Ressonance” e passaram pelo álbum que as catapultou para a ribalta “We Claim The Right To Rebel and Resist”. Catarina “Katari” (bateria), Helena “Synthetique” (baixo), Rita Sedas (voz) e Mariana Rosa (guitarra) reclamaram mesmo o direito a serem as estrelas da noite, surpreendendo o público e dando em palco tudo o que tinham. Na bateria, “Katari” elevou o ritmo, mostrando que não existem instrumentos só para homens. No baixo, Helena teve a energia que faltou a Rita Sedas, que se apresentou em palco doente, rendida muitas vezes na voz por Mariana Rosa. João Alves, guitarrista dos Peste&Sida, ainda subiu ao palco para tocar com as Anarchicks, foi apresentado como um amigo de longa data, e confirmou o que se previa ao longo do concerto: a passagem para o concerto dos Peste&Sida ia ser feita na perfeição.

E foi precisamente isso que aconteceu, com o “grand finale” das miúdas a aquecer ainda mais o público, que esperava pelos mais velhos e graúdos da noite. Mas como se costuma dizer que “velhos são os trapos”, João San Payo – o resistente da formação inicial – correspondeu às centenas de pessoas que se encontravam à sua espera. Não desiludiu, passou pelas mais conhecidas, pelas mais antigas, pelas que todos cantaram a plenos pulmões e encerrou o primeiro dia com o público em êxtase, a pedir mais e mais.

No último dia de Sons na Areia, Manuel Fúria & Os Náufragos trouxeram frescura musical, com um pop roque português, daquele que se ouve à beira mar num dia de calor. E era precisamente isso que as cerca de duas mil pessoas que passaram pela Praia da Areia Branca procuravam: uma forma de arrefecerem da vaga de calor que assolou o país por estes dias. O clima propício, à beira-mar, ajudou, apesar da temperatura ter subido para quem ficava em frente ao palco, que foi invadido, no final, pelos Projecto Bug.

“Invadido” é mesmo a palavra certa. Contámos 11 pessoas em palco, desde trompetistas, bateristas, percussionistas, guitarristas, baixistas, vozes e tantas outras coisas. Os “Bug”, para os amigos, são um grupo que invade palcos e corações, com boa disposição, covers de músicas que nos ficam no ouvido, tanto cantadas em português como em qualquer outra língua.

Encerrámos o festival com o público a pedir “mais uma”, em uníssono, e anunciamos assim que quisemos corresponder com mais uma edição do Sons na Areia, em 2019, com data marcada para 2 e 3 de agosto, na Praia da Areia Branca.

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