Mais um exemplo da partilha comunitária do Vimeiro: Histórias ao Entardecer e Exposição “O Vimeiro e as suas memórias”

26-10-2015
Mais um exemplo da partilha comunitária do Vimeiro: Histórias ao Entardecer e Exposição “O Vimeiro e as suas memórias”
A memória das gentes do Vimeiro foi revisitada, no dia 24 de outubro, com "Histórias ao entardecer" e a inauguração da exposição “Vimeiro e as suas memórias”, numa demonstração singular da união e da partilha desta comunidade, marcada pela Batalha do Vimeiro de 1808.
 
No final de uma tarde de outono, seis contadores de histórias juntaram-se no Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro (CIBV) e deram a conhecer episódios, lendas e versos, colorindo, com os seus relatos, personagens e vivências comunitárias.
 

A "avó" Mariazinha, como por muitos é conhecida, falou, sobre o cortejo das oferendas de 1951, ganho pelo Vimeiro com uma recriação histórica que envolveu o monumento comemorativo do 1.º Centenário da Batalha do Vimeiro, personagens trajadas à época e, inclusive, cavaleiros.

Ana Maria Martins deu um “contributo para a história do Vimeiro”, abordando a carta enviada ao rei, na qual era pedido um fundo para a construção da escola primária na localidade. Já Maria Clara Martins falou acerca do primeiro jardim de infância do Vimeiro, o primeiro do concelho, relatando a sua experiência pessoal neste espaço, à época, inovador. Há ainda a realçar os contributos de Rui Martins com “Versos da minha escola” e um muito elogiado "Credo dos Copos", e de Salvador Ferreira com “A Lenda do Pinhal e da Trombeta”. Eduardo Jorge Ferreira deu a conhecer as comemorações do aniversário da Batalha do Vimeiro, em 1955 – as “primeiras após o centenário”, nomeadamente o contributo do seu pai para esta celebração.

Tal como anunciou a técnica do equipamento Ana Bento, estes relatos vão ficar registados para memória futura e futuramente disponibilizados no CIBV – uma ação que o vereador Fernando Oliveira, considerou ser um passo fundamental para perpetuar  estas histórias, estes exemplos vivos da importância da oralidade na memória do quotidiano. O edil registou com agrado a presença de muitas pessoas nesta iniciativa, realçando o facto do Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro ser um equipamento para ser partilhado por todos, para ser vivido pela comunidade.

Seguiu-se a inauguração da exposição “O Vimeiro e as suas memórias”, composta por todo um conjunto de objetos doados pela população, que constituem testemunhos do modo de vida de outros tempos. Da mostra fazem parte a taça que o Vimeiro ganhou no cortejo de oferendas de 1951, fotografias e diversas peças do quotidiano, como jarras de barro, cântaros, caixas de costura e objetos relacionados com a atividade económica e com a religiosidade da população.

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