Momentos de Celebração – Festas do Concelho 2014

27-06-2014
Momentos de Celebração – Festas do Concelho 2014
Com um programa que abrange este mês de junho, as Festas do Concelho da Lourinhã são um momento único de celebração, que, até à data, já envolveram largos milhares de pessoas. Da gastronomia à música, passando pelo desporto e pela tradição popular, esta comemoração das cores concelhias, promovida pelo Município, é um sucesso organizativo, que tem vindo a mobilizar Juntas e Uniões de Freguesia, associações, empresários e a população em geral.
 

Entre os dias 20 e 24 de junho, o Estádio Municipal foi o palco central das comemorações e aí marcaram presença as tasquinhas com petiscos, iguarias, doçaria da região e quRecinto das festasermesses, dando ainda a conhecer alguns aspetos do território concelhio.
 
 
 
Os grupos musicais foram um dos principais atrativos desta festa. De 20 a 23, passaram pelo palco instalado no recinto, os Inpac, Deepway, Os Brilhantina, Io and the Rockerfellas, e Costa Verde.
 

A 24 de junho, e como manda a tradição, foi a vez das marchas populares brilharem com atuações centradas nas tradições e costumes do concelho. Originalidade e beleza foram alguns dos atributos destas formações, que com os seus arcos e trajes coloridos, espalharam alegria e ofereceram sorrisos à multidão presente.
 

Foram elas as marchas da ADAPECIL, da Marteleira, Ribamar Centro (com uma marcha infantil), Ribamar Idosos, Centro Social de Ribamar (também com a atuação de uma marcha infantil), Zambujeira e Serra do Calvo, Abelheira e Atalaia
 

A noite foi partilhada com o Grupo de Ginástica Acrobática do Hóquei Clube da Lourinhã, que espalhou magia pelo estádio municipal.



Sessão Evocativa do Dia do Concelho
 
Sessão solene evocativa do Feriado Municipal - Intervenientes


De entre o vasto programa das festas, a evocação do Dia do Concelho, a 24 de junho, foi o ponto alto das comemorações.

Logo após o hastear das bandeiras pelos presidentes da Câmara e Assembleia Municipal e pelo presidente da União de Freguesias da Lourinhã e Atalaia, teve início, no Salão Nobre dos Paços do Município, a sessão comemorativa do Feriado Municipal.

Este ato solene contou com as intervenções de todos os representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal: José Soeiro, pela Coligação Democrática Unitária, Ana Caixaria do Centro Democrático Social – Partido Popular, Nuno Sampaio do Partido Social Democrata e José Tomé, do Partido Socialista.

Seguiram-se as comunicações do presidente da Assembleia Municipal, José Manuel Custódio, e do presidente da Câmara Municipal, João Duarte Carvalho.

 
Comunicações  escritas
 
 
Comunicação áudio
 
   - Representante da Coligação Democrática Unitária, José Soeiro

  

 
 
(Nota: não se encontra disponível a ligação para a intervenção do representante da CDU, José Soeiro, pois este interveniente falou sem recurso a discurso escrito.).
 
 




Sessão comemorativa dos 30 anos do Museu da Lourinhã

Numa feliz coincidência, foi também no Dia do Concelho que 30 anos atrás foi constituído o Museu da Lourinhã.

A passagem de três décadas de história foi celebrada com uma sessão evocativa, que reuniu mais de uma centena de pessoas no Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira. Sessão comemorativa dos 30 anos do Museu

As intervenções estiveram a cargo de Hernâni Mergulhão e Nuno Sampaio, presidentes da Direção e da Assembleia do Museu, e de João Duarte Carvalho, presidente da Câmara.

Ao longo da cerimónia foram relembrados vários episódios que conduziram à criação do Museu, nomeadamente a fundação do GEAL, agora Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã, e a colocação de uma faixa preta numa casa desabitada no centro da vila com a expressão: “Futuras instalações do Museu da Lourinhã”. E assim acabou por acontecer, tal como relembrou Hernâni Mergulhão.

Depois de uma breve incursão ao passado, o presidente da Direção falou do presente, nomeadamente da reestruturação e reorganização do Museu, bem como do reconhecimento internacional do trabalho científico da instituição.

Relativamente ao futuro, Hernâni Mergulhão efetuou uma referência incontornável ao Parque dos Dinossauros da Lourinhã – “um projeto que tem o apoio do GEAL”.

Adiantou também algumas iniciativas que fazem parte da agenda comemorativa, nomeadamente o projeto de remodelação da entrada do Museu da Lourinhã e a nova edição do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros

Falou ainda da recente profissão representada na ala dos ofícios – o electromecânico, cujo espólio foi cedido por uma família que reconheceu no Museu da Lourinhã o local onde queria ver a profissão do seu antepassado exposta.

Nuno Sampaio, presidente da Assembleia Geral fez uma homenagem pública ao homem que “ousou fazer, ousou sonhar” – Horácio Mateus, um dos mentores do Museu da Lourinhã, cujo trabalho e dedicação ficam na história da associação.

O interveniente saudou ainda as diversas direções que têm passado pelo Museu e o muito que foi feito com tão pouco.

Para Nuno Sampaio, há muito poucas instituições com esta dimensão, que têm o impacto do GEAL, recordando a frase de “o melhor pequeno Museu do Mundo para o financiamento que recebe” (Neil Clark, Revista Expresso 1997).

O presidente da Assembleia Geral falou de verdadeiros milagres face ao orçamento existente. Deu os exemplos da produção científica reconhecida internacionalmente, e da própria repercussão mediática da Lourinhã.

“O Museu da Lourinhã tem marcado a toponímia, a paisagem, os pequenos negócios”, disse.

Para Nuno Sampaio falta um grande projeto para fazer justiça aos fundadores do Museu da Lourinhã - “Falta-nos um pouco mais do que um Parque dos Dinossauros”. Adiantou que o novo Quadro Estratégico Comum, que privilegia a inovação e o conhecimento, pode ser uma janela de oportunidades para a Lourinhã, nomeadamente para criação de um cluster científico direcionado para a paleontologia.

O presidente da Câmara, João Duarte Carvalho, fez uma homenagem pública ao trabalho de Isabel e Horácio Mateus - “duas pessoas, que são parte integrante da história do Museu da Lourinhã, e também da nossa identidade enquanto lourinhanenses”.

“Os cargos poderão fazer as pessoas, mas seguramente são as pessoas que fazem a diferença.
E reconhecidamente, a Isabel Mateus e o Horácio Mateus fizeram a diferença, insistiram no sonho e temos hoje esta grande instituição “O Museu da Lourinhã”, disse.

A Horácio Mateus deve-se “o Museu da Lourinhã e a ambição de concretizar um grande sonho, que comandou toda a sua vida – a construção do Parque dos Dinossauros da Lourinhã”.
Celebração de protocolo entre o Museu e as Bandas Filarmónicas do concelho
Para o representante máximo da autarquia “o Museu da Lourinhã congrega a memória da nossa comunidade”, e embora pequeno “este espaço museológico confere inovação e uma forte ligação ao meio em que se insere”.

Protocolo com as três Bandas Filarmónicas do concelho

Como exemplo dessa união com o meio, a sessão contemplou ainda a assinatura de um protocolo de colaboração entre o Museu e as três Bandas Filarmónicas do concelho, centrado no intercâmbio cultural entre as quatro instituições.


Rota de arte pública em espaço rural – aldeia do Moledo

No período da tarde, a celebração do Feriado Municipal reservou uma visita à rota de arte pública do Moledo, que incluiu as esculturas alusivas à temática inesiana e a rota de instalações artísticas patentes na aldeia


Na breve sessão que antecedeu o périplo, Cristina Henriques, da União de Freguesias e do projeto Moledo Acontece, explicou o trajeto a efetuar, dizendo que as Rotas só se concretizaram com a participação várias entidades e da própria comunidade, que abraçou estas intervenções transformadoras da face visível da aldeia. Sessão no Moledo - Inauguração dae três esculturas da Rota de Escultura Pública sobre Pedro e Inês

Revelou ainda algumas técnicas utilizadas nas instalações, que tal como referiu constituem uma forma de “arte efémera”, ou seja constituem intervenções que não são definitivas.

Zita Silva, presidente da União de Freguesias, enalteceu o facto das rotas de arte pública do Moledo integrarem as comemorações do Dia do Concelho.

Realçou ainda que as esculturas alusivas à temática inesiana resultam de uma parceria entre a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e a autarquia local, que consolidou o nome do Moledo enquanto aldeia história associada à vida de D. Pedro e D. Inês.

As três esculturas que fecham a rota constituem “o final de um ciclo e o início de outro” associado à intervenção e produção cultural.

“Moledo acontece e acontece muitas vezes” afirmou o vereador Fernando Oliveira presente na iniciativa, que reiterou o apoio do Município a este projeto de intervenção cultural.

Na sua intervenção, o edil destacou o envolvimento da população, que aderiu de forma entusiástica às várias iniciativas dinamizadas ao longo dos anos.

Para Fernando Oliveira a inauguração das últimas esculturas corresponde a um novo ciclo que se vai iniciar, aludindo às possibilidades de investimento que vão surgir com o novo Quadro Estratégico Comum 2014-2020. Inês de Castro de Joana Alves

As esculturas e instalações
O trajeto das rotas levou a comitiva, população residente e convidados, a percorrer a pé todo o território por onde se estende o Moledo.

António José Correia, presidente da Câmara Municipal de Peniche com ligações familiares à aldeia, não quis deixar de marcar presença nesta visita guiada pela aldeia histórica, que desvendou a cada recanto novas manifestações artísticas que enriquecem e potenciam cultural e turisticamente o território.


Tal como foi referido ao longo de todo o percurso, as esculturas e instalações funcionam também como uma forma de intervenção, permitindo a devolução de espaços degradados à população, e a recuperação de estruturas danificadas pelo vandalismo.

No passeio pelo Moledo há a registar a passagem por diversas esculturas que já fazem parte da paisagem, como o Paço, de Constança Clara, Presença Ausente de Denise Romano, Juízo Final de Augusto Cid, A morte de Inês de Joana Alves, A Saudade de Roberto Miquelino, Pi de Sónia Moreira, Dilúvio, de João Leirão, A Árvore de Francisco Gonçalves, D. Pedro e D. Inês de Pedro Ramos. Love Captives de Sana Hashemi Nasl

O destaque do périplo foi dado às três esculturas que fecham a rota inesiana do Moledo, com a inauguração de três peças Love Captives de Sana Hashemi Nasl, Relógio de sol, idealizado por Teixeira Lopes e Inês de Castro de Joana Alves.

Na passagem por estas peças, os autores explicaram o significado das mesmas e a escolha dos materiais, cabendo a Alexandre Maurício e Luís Nunes, que concluíram o Relógio de Sol, uma nota explicativa sobre a conceção desta escultura.

Ao longo do trajeto foi também possível ver uma intervenção em lego e um tear, que “repararam” e embelezaram algumas estruturas danificadas. Estas duas peças enquadram-se na rota de instalações artísticas, que compreendeu ainda a obra “A poesia também cresce nas árvores” de João leirão e Cristina Henriques, bem, como Estendal do Paço, Maria-Mater Gratiae e Ode às Árvores, do coletivo Revolta das Agulhas. Um moinho pintado por Pantónio Sem título (moinho pintado) foi outra das obras de arte que os participantes tiveram a oportunidade de apreciar.

A agenda no Moledo culminou com uma outra inauguração, desta feita da galeria de exposições temporárias, que tem patente a mostra “Moledo de outros tempos”, constituída porRelógio de sol, idealizado por Teixeira Lopes e construído por Alexandre Maurício e Luís Nunes fotografias antigas da localidade







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