História

A vila da Lourinhã, situada na Estremadura de Portugal, foi ocupada por muitos povos ao longo dos séculos, tendo passado para o domínio cristão pouco depois da conquista de Lisboa aos muçulmanos (1147).

 


Dos territórios conquistados, D. Afonso Henriques doou algumas terras a cavaleiros francos. D. Jordão era um fidalgo franco integrado na Segunda Cruzada à Terra Santa que prestou auxílio a D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa aos mouros. O rei doou-lhe terras no local onde hoje se instala a Lourinhã e autorizou-o a conceder foral aos seus habitantes, provavelmente em 1160. A concessão do foral foi posteriormente confirmada por D. Afonso II em março de 1218.

 


Quando D. Jordão outorgou foral à Lourinhã instituiu o concelho, mas também a paróquia, inicialmente denominada Santa Maria da Lourinhã e posteriormente Nossa Senhora da Anunciação com sede na Igreja Matriz, edificada dentro dos muros do castelo que, por ser muito pequena para a população, foi substituída, em meados do século XIV, pelo atual templo, de estilo gótico. A Igreja de Santa Maria do Castelo é vulgarmente conhecida por Igreja do Castelo.


Outros edifícios como o
Convento de Santo António e a Igreja da Misericórdia são testemunhos da religiosidade da população. Exemplos de património edificado no concelho são também o Forte de Paimogo e o Monumento Comemorativo do Primeiro Centenário da Batalha do Vimeiro.  Esta batalha foi o acontecimento histórico mais relevante do concelho da Lourinhã. Travada no dia 21 de agosto de 1808 entre o exército anglo-luso comandado por Sir Arthur Wellesley e o exército francês comandado por Jean Andoche Junot, pôs termo à Primeira Invasão Francesa de Portugal.

A autonomia do concelho da Lourinhã manteve-se praticamente intocável ao longo dos anos. Todavia, a sua extinção foi decretada em 1867, por Decreto de 10 de dezembro. A oposição popular, não apenas no concelho da Lourinhã, mas em todos aqueles que foram extintos, juntamente com as rebeliões que eclodiram por todo o País em virtude do célebre imposto sobre o consumo, fizeram com que o decreto fosse revogado. O concelho foi reinstaurado e a Lourinhã sobreviveu como concelho autónomo.


Em 1875, surgiu uma comissão constituída por pessoas influentes na sociedade da época que foi impulsionadora do desenvolvimento da Lourin
hã. A partir de então surgiram estradas macadamizadas, reformaram-se pavimentos das ruas e largos da vila, construiu-se a primeira rede de esgotos. 

Os passos dados no sentido da alfabetização conduziram à construção de Escolas Primárias e, em 1875, existiam equipamentos escolares na Lourinhã, Moita dos Ferreiros, Moledo, Reguengo Grande e Miragaia.


Em 1877, foi instalada uma estação telégrafo-postal na vila e em 1879 foi inaugurada a iluminação pública. O progresso começou a tomar conta da vida dos lourinhanenses e o final do século XIX ficou marcado pela concretização de uma velha aspiração - a criação da Comarca.


No século XX, rasgaram-se estradas, aproveitaram-se as potencialidades da Praia da Areia Branca, inaugurou-se a distribuição domiciliária de água, entre muitos outros acontecimentos que tornaram a Lourinhã um concelho com os equipamentos necessários para proporcionar aos que nele habitam qualidade de vida e bem-estar social.

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