Lourinhã apresenta propostas para o futuro da cultura no concelho, no encerramento do Congresso o Futuro da Nossa Cidade

25-10-2020
Lourinhã apresenta propostas para o futuro da cultura no concelho, no encerramento do Congresso o Futuro da Nossa Cidade
O encerramento do Congresso O Futuro da Nossa Cidade, promovido pela Rede Cultura 2027, decorreu presencialmente em Leiria e nas Caldas da Rainha, a 23 e 24 de Outubro, tendo sido transmitido via streaming a todos os demais 24 municípios que compõem esta rede.

A manhã de dia 23 abriu em forma de Poema a 26, com participação dos 26 presidentes de Câmara, acompanhados ao piano por Daniel Bernardes. Seguiu-se o cardeal e poeta José Tolentino de Mendonça, convidado de honra e primeiro orador, que levou uma comunicação sob o tema Ao encontro das cidades futuras, citação retirada do poeta Carlos Oliveira, onde referiu que “as cidades não se compreendem sem a Pessoa Humana, que são a sua consciência e razão de ser”. Saul António Gomes, Maria Virgínia Henriques, Sara Saragoça, Samuel Rama, Sofia Rino e Susana Silvestre, foram os intervenientes que se seguiram e que fecharam a manhã.

À tarde, o desafio lançado aos municípios pediu que, em conjunto com os seus agentes culturais, pensassem o futuro dos seus territórios e apresentassem as conclusões aos demais.



Na Lourinhã, reuniram-se sob a mediação do Vereador da Cultura, José Tomé, 15 participantes, entre eles representantes dos polos culturais do concelho, nomeadamente o GEAL Museu da Lourinhã, o Centro de Estudos Históricos da Lourinhã, a Rádio Clube da Lourinhã, as Bibliotecas escolares e os serviços municipais com esta competência, bem como artistas locais.



Numa conversa animada e que abriu espaço para refletir e discutir a importância do futuro da cultura no nosso território, onde passe a ser reconhecida como um bem essencial para todos os cidadãos, foram várias as conclusões que José Tomé apresentou à Rede Cultura 2027, nomeadamente a necessidade de criação de equipamentos culturais, de dinamização das associações culturais, através do reforço ao associativismo e de uma programação cultural descentralizada, assim como da necessidade de formar e informar os agentes culturais do concelho.

Foi também manifesta a vontade de criar projetos de educação cultural e artística, dirigida a vários públicos, programas criativos e mobilizadores de promoção do livro e da leitura e a adoção de medidas que satisfaçam as condições de acessibilidade, nomeadamente as físicas, sociais e intelectuais, nos equipamentos culturais, para granjear uma verdadeira democratização da cultura.

A valorização e o apoio aos artistas locais foi também resultado da reflexão, assim como a criação de uma rede corporativa dos agentes culturais da Lourinhã, bem como de redes culturais interconcelhias que permita a circulação de artistas dos vários territórios.

A descentralização, a qualificação de infraestruturas existentes e a utilização de espaços não convencionais para programar a cultura e as artes, a integração na programação de diferentes manifestações culturais, a criação de uma Orquestra Sinfónica e de uma rota de pintura antiga do Oeste, foram também produto deste fórum, que deverá “continuar para aprofundar a temática cultural nas diferentes valências”, de acordo com as palavras do Vereador José Tomé.

Os trabalhos terminaram com a intervenção da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que considerou a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura (em 2027) como “uma candidatura forte, porque integra diversidades, tem objetivos comuns e é uma candidatura não só de uma cidade mas de um território muito rico e muito diverso em termos culturais. “

O encerramento deste dia ficou a cargo dos The Gift, que atuaram no palco do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.

A 24 de Outubro o dia começou com um micro-prelúdio musical da Banda Comércio e Indústria das Caldas da Rainha. Seguiu-se o projeto Sonhos e Desejos, onde diferentes gerações partilharam os seus sonhos para as suas cidades.

O principal orador do dia, François Matarasso trouxe a debate A Restless Art: the principle of cultural inclusion e Gonçalo M. Tavares fechou a Peregrinação literária diária, de 5 meses pelo território dos 26 municípios, que juntos tecem a Rede Cultura 2027.

João Bonifácio Serra, Presidente do Conselho Estratégico da Rede Cultura 2027 terminou os trabalhos afirmando que “A nossa proposta é, pois, pensarmos – e agirmos – em conjunto, porque é nesse processo que confiamos. Esta é a mensagem do 1º Congresso da Rede Cultura 2027. Com ela partiremos para o próximo Congresso. O Congresso acabou. O Congresso continua.”

O encerramento coube à Orquestra Sinfónica de Tomar, com os solistas Marta Menezes – Piano e Daniel Reis – Hang, com a direcção de Simão Francisco.

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