Mariscos

A tradição de qualidade na arte de confecionar mariscos prende-se com uma localização privilegiada e com a abundância de peixes e mariscos na nossa costa, fatores que permitiram aos seus habitantes dedicarem-se, desde cedo, à actividade piscatória, como complemento da agricultura. 

Há cerca de 50 anos existiam, no concelho, três portos de pesca: porto de Paimogo, Porto das Barcas e Porto Dinheiro. Nessa altura, a Lourinhã era o concelho do país em que mais se comercializava marisco, sendo a lagosta em maior percentagem.

Para além do aspecto comercial as populações do litoral aproveitavam, também, as características geológicas da nossa costa, escavando nas rochas viveiros naturais para a apanha do marisco. Rui Marques Cipriano, um autor da Lourinhã, referiu-se a esta tradição secular na sua obra Vamos Falar da Lourinhã:

"Desde sempre, mas com maior frequência a partir de meados do Século dezanove, os homens das Atalaias, nos intervalos das lides dos campos, sua principal ocupação, desciam ao Porto das Barcas e, em pequenas embarcações, aventuravam-se ao mar para a pesca do polvo, da raia ou dos sargos e, principalmente do marisco, então muito abundante na nossa costa.

As lagostas, as santolas, as sapateiras e outras espécies de crustáceos trazidos para terra, eram depois primorosamente cozinhados, de maneira muito especial, e assim deram nome às Atalaias e estiveram na origem das conhecidas e afamadas marisqueiras e restaurantes aqui existentes, onde as especialidades são as caldeiradas e as feijoadas do mar".

Atualmente desativados, os viveiros nas rochas deram lugar a viveiros artificiais, 
que proporcionaram às diferentes espécies condições específicas para o seu desenvolvimento. Todas estas riquezas naturais propiciaram o surgimento de restaurantes e de marisqueiras, reconhecidos, nacional e internacionalmente, pela 
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